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Como a prescrição de alimentos saudáveis ​​pode economizar bilhões ao sistema de saúde americano

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Prescrever alimentos como medicamento é mais rentável, diz estudo

Estudo com pacientes com Medicare* e do Medicaid** sugere que as prescrições de alimentos saudáveis ​​podem ajudar a reduzir o risco de doenças crônicas que possuem tratamento mais caro, como doenças cardiovasculares e diabetes.

Usando modelos computacionais de pesquisa, os estudiosos calcularam que a prescrição de alimentos saudáveis para pacientes poderia evitar até 3,28 milhões de condições médicas, como ataques cardíacos e derrames. E mais, economizar mais de US$ 100 bilhões em custos de saúde. O estudo foi feito pela Tufts University e publicado no site do Plos Medicine.

A equipe de pesquisa observou pessoas com idades entre 35 e 80 anos que estavam inscritas no Medicare e/ou Medicaid. E também usaram dados da Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição dos últimos três anos. A partir disso a equipe criou dois cenários para medir como a saúde e o custo geral dos pacientes seriam afetados pelas prescrições de alimentos saudáveis.

Para o primeiro cenário, eles examinaram o impacto financeiro de cobrir 30% dos custos de frutas e vegetais sob o Medicare e o Medicaid. No segundo cenário, 30% dos custos de frutas, verduras e outros alimentos saudáveis, como óleos vegetais, nozes, frutos do mar e grãos integrais, seriam cobertos.

O estudo mostrou que, de acordo com os modelos de prescrição propostos, os pacientes confiaram menos nos cuidados de saúde. Os pesquisadores constataram que o primeiro modelo de prescrição de alimentos reduziria os custos de saúde em quase US$ 40 bilhões. Já o segundo cenário de política reduziria os custos de saúde em mais de US$ 100 bilhões.

Os resultados foram semelhantes na frente de saúde e bem-estar. Os pesquisadores descobriram que subsidiar frutas e vegetais evitaria 1,93 milhão de eventos cardiovasculares, como ataques cardíacos e 350 mil mortes. Além disso, subsidiar frutas e legumes junto com outros itens saudáveis ​​evitaria 3,28 milhões de condições cardiovasculares, 620.000 mortes e 120 mil casos de diabetes.

“Do ponto de vista dos cuidados de saúde, considerando os custos das apólices e os custos formais dos cuidados de saúde, estimou-se que o incentivo alimentar e vegetal economizaria US $ 39,7 bilhões em custos formais de assistência médica, com custos líquidos de US $ 83,5 bilhões ao longo da vida. Os valores correspondentes para o incentivo à alimentação saudável foram maiores em US$ 100,2 bilhões e US$ 111,1 bilhões, respectivamente”, mostra o estudo.

Uma série de outros estudos comprovaram os inúmeros benefícios da alimentação saudável e seu impacto no bem-estar mental e físico, em comparação com a junk food.

O modelo de implementação de alimentos como remédio já possui credibilidade. O projeto de lei agrícola de 2018 incluiu US$ 25 milhões em financiamento para produzir programas piloto de prescrição. Em um esforço para manter pacientes com doenças crônicas em casa, e fora de hospitais e casas de repouso, a Califórnia lançou um programa piloto de US$ 6 milhões em maio passado para dar a 1.000 receptores, com diabetes tipo 2 ou problemas cardíacos, refeições nutritivas.

* Medicare é o nome do sistema de seguros de saúde gerido pelo governo dos Estados Unidos.

** Medicaid é o nome do programa de saúde social dos Estados Unidos para famílias e indivíduos de baixa renda.

Tradução livre do texto “How prescribing healthy food could save bilions of dólar in healthy care costs” do site Market Watch.

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